ABB e The Economist lançam Índice de Prontidão para Automação, um ranking global de robótica e inteligência artificial.

A automação avançada pode significar empregos melhores e mais satisfatórios para os seres humanos. Mas mesmo os países mais preparados para o futuro do trabalho precisam repensar a educação e o treinamento necessários para preparar as pessoas para os empregos do futuro, conforme revelou um estudo recente.

Coreia do Sul, Alemanha e Cingapura são as nações mais qualificadas do mundo no que diz respeito às ações preparatórias para uma integração sem sobressaltos da automação inteligente em suas economias, de acordo com o índice e relatório publicados hoje pela ABB e pela Unidade de Inteligência da revista The Economist.

O relatório “Índice de Prontidão para Automação (ARI): quem está preparado para a próxima onda de inovação?” revela que mesmo os países mais bem preparados precisam desenvolver políticas educacionais e programas de treinamento ainda mais eficazes, e também colocar uma ênfase renovada no aprendizado contínuo ao longo do curso de uma carreira.

De acordo com as recomendações do relatório, essas políticas e programas devem garantir que a rápida adoção de tecnologias de automação e inteligência artificial (IA) não deixará as pessoas despreparadas para os novos empregos, mais orientados para os seres humanos, que serão necessários à medida que os robôs e algoritmos se encarregam cada vez mais das tarefas de rotina que podem ser  e serão automatizadas.

“O relatório apresenta o padrão de sucesso do futuro. Precisamos tirar o máximo de proveito dessas recomendações”, disse Ulrich Spiesshofer, CEO da ABB. “O ritmo da inovação e das mudanças no trabalho hoje em dia é tão intenso que todos precisam ter acesso ao aprendizado ao longo de toda a vida. “A possibilidade de multiplicar o potencial humano com o uso de tecnologia, de maneira responsável e, ao mesmo tempo, proporcionando educação e treinamento constantes, oferece uma oportunidade de impulsionar a prosperidade e o crescimento”.

O relatório, que pesquisou e classificou 25 países conforme sua prontidão para a automação, revela que vários países em todo o mundo estão apenas começando a lidar com as oportunidades e desafios impostos pela IA e pela automação baseada em robótica. Revela também que “é necessário um envolvimento maior entre o governo, setores da economia, especialistas em educação e outras partes interessadas, caso se pretenda que as políticas criadas acompanhem o ritmo da inovação e automação”.

O relatório enfatiza que, estejam os responsáveis por essas políticas preparados ou não, as empresas estão integrando rapidamente a IA e a robótica avançada em suas rotinas operacionais. À medida que essa adoção se acelerar nos próximos anos, seu impacto sobre as economias e forças de trabalho — somado à necessidade de uma abordagem mais afinada da educação e do treinamento — se tornará mais claro e mais urgente.

Além da Coreia do Sul, da Alemanha e de Cingapura, os países mais bem posicionados para surfar nessa nova onda de mudança, os demais membros da ARI que completam o ranking dos 10 principais, por ordem de classificação são: Japão, Canadá, Estônia, França, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália.

As análises incluídas no relatório são baseadas em um índice novo e original, criado pela Unidade de Inteligência da revista The Economist, e em uma série de entrevistas aprofundadas com especialistas no assunto do mundo inteiro. A classificação foi determinada com base em um total de 52 indicadores qualitativos e quantitativos, selecionados de comum acordo com especialistas em automação, educação e economia.

Por meio de seu robô colaborativo YuMi e do ABB AbilityTM, seu portfólio de soluções digitais para diversos setores criadas para monitorar e controlar os sistemas de automação, a ABB está ajudando os fabricantes a moldar as fábricas do futuro, nas quais as pessoas permanecem sendo uma parte vital das operações, trabalhando lado a lado com os robôs.

Esse novo paradigma de colaboração homem-robô tem o potencial de liberar as pessoas para dedicarem seu tempo e energia a um tipo de trabalho altamente valorizado que requer habilidades e talentos humanos, deixando aos robôs as tarefas altamente repetitivas, fisicamente desafiadoras e até mesmo perigosas. Esse trabalho humano provavelmente incluirá a tarefa de projetar os processos e operações que serão realizados pelos robôs, e também o monitoramento e supervisão do trabalho automatizado executado pelas máquinas.

Idealmente, uma transição bem-sucedida para uma economia manufatureira baseada na automação inteligente deverá proporcionar ao talento humano a oportunidade de atingir níveis mais altos de produtividade e, em última instância, empregos mais recompensadores. Mas para se atingir esse futuro melhor, o relatório observa que a maioria dos países precisa aprimorar seus programas de treinamento vocacional. Os currículos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) permanecem relevantes, revela o relatório. Mas a automação e a AI criam uma necessidade ainda maior de programas de educação básica e exigem novos tipos de formação para os professores.

A ABB e a Unidade de Inteligência da revista The Economist planejam realizar a pesquisa ARI anualmente e revisar os rankings a cada ano, sempre que a alteração se justifique. Isso permitirá que o índice cumpra seu objetivo como uma ferramenta para ajudar os governos a identificar continuamente as necessidades e buscar políticas que facilitem a participação bem-sucedida em uma economia global altamente automatizada e intensamente digitalizada.

A ABB, por sua vez, está se preparando para o futuro criando “ambientes de trabalho digital” e treinando

funcionários para o uso de ferramentas digitais e de automação. A ABB favorece a inovação tanto em seus centros de pesquisa corporativa quanto por meio de parcerias colaborativas com startups por meio de sua unidade de capital de risco, a ABB Technology Ventures (ATV).

Nas esferas educacionais e de políticas globais, a ABB mantém seu compromisso com a continuidade do trabalho que vem realizando com organizações de comércio, empresas multilaterais e instituições acadêmicas. A empresa também permanece de prontidão para fornecer informações aos criadores de políticas públicas sempre que solicitada, permitindo que a automação inteligente se torne uma vantagem positiva para a sociedade ao aumentar os níveis de produtividade e criando oportunidades de empregos recompensadores.

ABB (ABBN: SIX Swiss Ex) é um líder tecnológico pioneiro em produtos de eletrificação, robótica e movimento, automação industrial e redes energéticas, com clientes globais de serviços públicos, indústria, transportes e infraestruturas. Continuando uma história de inovação com mais de 130 anos, a ABB está a escrever hoje o futuro da digitalização industrial com duas proposições de valor claro: transportar energia desde qualquer central para qualquer tomada e automatizar indústrias desde a gestão de recursos naturais até à entrega do produto final. Como patrocinadora oficial da fórmula E, a competição internacional de automobilismo FIA totalmente elétrica, a ABB está a desafiar os limites da mobilidade elétrica contribuindo para um futuro sustentável. A ABB opera em mais de 100 países com cerca de 135.000 empregados. www.abb.com

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