Hidrogênio verde e seu potencial para descarbonizar a economia

Hidrogênio verde e seu potencial para descarbonizar a economia

Elemento mostra-se grande aliado para chegar em um futuro mais limpo, com emissão zero de carbono, e incrementar a parcela renovável da matriz energética mundial

A transição energética visa uma matriz com, cada vez mais, participação de fontes renováveis. Com este cenário, enxerga-se no hidrogênio verde grande potencial para cumprir metas sustentáveis em todos os sentidos, inclusive o econômico. Segundo o Hydrogen Council, este mercado é estimado em US$2,5 trilhões e pode ser o responsável por, aproximadamente, 20% da demanda energética mundial até 2050.

A ABB está sempre um passo à frente quando o assunto é inovação, já viu como a indústria pode se beneficiar e se movimenta para explorar o que o hidrogênio verde é capaz de proporcionar. Um exemplo disso é o Memorando de Entendimento, assinado com a empresa Hydrogen Optimized, que desenvolve e comercializa sistemas de produção de hidrogênio verde em larga escala. Desta forma, ambas pretendem explorar o desenvolvimento de “sistemas de produção de hidrogênio verde, em grande escala, conectados à rede elétrica para oferecer uma fonte de energia limpa, sustentável e acessível”1.

O objetivo é combinar a expertise das duas companhias. De um lado, a Hydrogen Optimized quer usar eletrólise de água de alta corrente e, assim, produzir hidrogênio. Enquanto isso, o time de especialistas da ABB trabalha para identificar como otimizar o fornecimento de energia por meio de retificadores de alta potência.

No geral, as aplicações que usam hidrogênio verde incluem fornecimento de combustível para transporte com emissão zero, produção de amônia e outras substâncias químicas com fontes não fósseis de hidrogênio e produção de metal verde.

Futuro mais limpo: foco de pesquisa e desenvolvimento

ABB está indo a fundo neste assunto, como evidencia o artigo Partnering for our energy future — strengthening the hydrogen value chain2, que ilustra a importância que este elemento terá para a indústria. Entre os diversos aspectos estudados, estão os desafios que residem, justamente, na passagem da produção do hidrogênio dependente de combustíveis fósseis para o processo de eletrólise de carbono zero cuja base é a fonte renovável. Além disso, a viabilidade financeira é motivo de análise do documento.

Ainda é necessário averiguar diversos aspectos, mas uma coisa é certa: as características promissoras que o hidrogênio verde tem são dignas de atenção e de investimento por parte de negócios que se atentam ao pensamento sistêmico, considerando pessoas, empresas e meio ambiente .“O H2 possui um tremendo potencial para ajudar a atingir nossas metas climáticas, melhorar a confiabilidade e a resiliência dos sistemas de energia e possibilitar novos modelos de negócios que sejam sustentáveis num futuro de baixo carbono”, afirma um trecho do texto.

Além de fazer um panorama, o documento ainda lista o que futuros agentes da economia, que estejam pensando em investir nesta nova forma de energia sustentável, precisam levar em consideração, como “Procurar sinergias entre casos de uso e modelos de negócios em subsetores industriais - Impulsionar economias de escala, especialmente na produção - Enfatizar a integração, o projeto holístico e o valor a longo prazo em novas instalações de construção”.

Brasil: potência em recursos renováveis

O Brasil está no centro desse debate porque “é um dos países com maior potencial de geração de energia elétrica renovável do mundo e com um dos menores custos marginais de produção, e potencial para se tornar um dos maiores produtores e exportadores de hidrogênio verde do mundo. Com uma indústria que gera um mercado interno relevante, o país conta com tecnologia e larga cadeia de fornecimento para sustentar essa nova indústria”, afirma o artigo escrito pelos advogados Alberto Faro e Felipe Baracat para o jornal O Estado de S.Paulo3.

Embora a questão relacionada ao hidrogênio verde esteja em estágios iniciais por aqui, o governo brasileiro começa a dar sinais de que pretende investir no tema com a criação do Programa Nacional do Hidrogênio, que chega para estabelecer diretrizes com o objetivo de impulsionar o mercado e incentivar pesquisa e inovação. Essa postura abre caminho para que o país possa ser rota de casos de sucesso e se trata de um mercado que a ABB vê como um terreno fértil.

Sustentabilidade e inovação: grandes parceiros

Ao mesmo tempo que o avanço digital melhora a eficiência energética, também cria novas demandas de energia e se espera que sejam supridas por fontes renováveis e limpas3.

A digitalização está transformando todos os setores e a ABB sabe bem disso, já que com sua expertise de domínio e liderança em tecnologias, é responsável por mudanças em diversos segmentos da indústria, ao redor do mundo, por meio da implantação de sistemas de automação que contam com realidade aumentada, inteligência artificial, e outras tecnologias disruptivas.

Referências

1) https://new.abb.com/news/pt-br/detail/67452/abb-e-hydrogen-optimized-se-unem-para-explorar-o-desenvolvimento-de-sistemas-de-producao-de-hidrogenio-verde-em-grande-escala

2) Partnering for our energy future — strengthening the hydrogen value chain

3) https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/hidrogenio-verde-perspectivas-e-novas-regras-de-um-mercado-em-ebulicao/

4) https://hydrogencouncil.com/en/hydrogen-meets-digital/

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