Papel e celulose em novo patamar de segurança com dispositivos inteligentes

Zonas de segurança protegem mais o colaborador e são programadas para manter a produção em caso de ocorrências em alguma fase da operação

Seja na fabricação ou no processamento na indústria de papel e celulose, os equipamentos utilizados demandam cuidado e atenção em seu manuseio. Por isso, a automação que abrange questões de segurança se tornou decisiva para proteger o colaborador e, consequentemente, a produtividade e qualidade do produto final.

O assunto da segurança no trabalho como um todo tende a ganhar espaço nos debates sobre inovação uma vez que a automação cresce no Brasil, apesar da crise agravada pela pandemia da Covid-19. O último Índice de Automação da Indústria divulgado pela Associação Brasileira de Automação mostra aumento de 3% em 2020 ante 2019. Desde que começou a ser medido, em 2016, o indicador registrou crescimento de 7%.

Os números devem ser atualizados e a proporção dos impactos da crise será melhor conhecida. Mas, seja no caso de expansão ou de manutenção diante da atual situação econômica, é inevitável que a segurança dos processos evolua em sua prática, e a automação tem papel essencial nesta área. A publicação Industrial Safety and Hygiene News, especializada no tema, afirma em artigo que “a automação é vista, em grande parte, como um benefício para a segurança dos trabalhadores e é possível empregar a tecnologia para realizar atividades de trabalho repetitivas, inseguras e potencialmente perigosas”.

Nesse sentido, a ABB pesquisa e desenvolve soluções e serviços que aumentam a produtividade e a qualidade dos processos, com operações que protegem o colaborador para realizar tarefas mais complexas, inclusive no setor de papel e celulose. A companhia Oji Fiber Solutions, na Nova Zelândia, é uma das líderes de mercado na produção de celulose, papelão e embalagens à base de fibra. Para ampliar sua vantagem competitiva, a empresa contratou uma solução para revitalização de sua enroladeira existente, que apresentava algumas desatualizações. Trata-se do fornecimento de um sistema de controle dos drives com a utilização de equipamentos da família DCS880, além de uma solução Safety especial para enroladeiras.

Este sistema é formado por equipamentos que possuem uma série de etapas de verificação de condições, assim como dispositivos que elevam a segurança no ambiente da enroladeira, incluindo proteção mecânica e monitoramento de velocidade. Então, são criadas zonas de segurança que permitem que a operação continue em uma região quando outra é violada, o que melhora o tempo de atividade na fábrica.

O objetivo é aumentar o rendimento dos maquinários e reduzir o risco de ferimentos e falhas com soluções que automatizam atividades manuais. Trata-se de tecnologias que possibilitam, por exemplo, o rosqueamento sem mãos, a troca dos conjuntos de corte automático de folha, colagem e talhadeiras de medição automáticas. Essas são medidas que aumentam a produtividade e o rendimento de maquinários como enroladeiras e rebobinadeiras, evitando a exposição do operador a perigos potenciais ou condições inseguras.

Tecnologia e segurança na indústria 4.0

Os processos industriais avançam e demandam novas tecnologias. Em tempos de reflexão sobre saúde e bem-estar, a questão da segurança é definitivamente uma das áreas mais importantes da automação não só da indústria de papel e celulose. Há uma grande oportunidade a ser explorada neste campo, com a possibilidade de emprego de tecnologias que geram dados e, por fim, levam a decisões mais inteligentes e seguras.

Em artigo publicado na revista Forbes, o empreendedor e membro do Forbes Council Peter Swanikerchama atenção para o potencial da análise de dados para elevar a segurança das rotinas de trabalho em fábricas. “Análises preditivas para segurança estão em expansão e têm sido utilizadas pelas maiores companhias. Atualmente, 12% das empresas que demandam níveis altos de segurança do trabalho, como construção, indústria da transformação e de geração de energia, implementam tecnologias que possibilitam prognósticos”.

Juntamente com a renovação dos processos de criação, os patamares de segurança também devem ser atualizados. E a adoção de uma cultura de produção integrada, que considera o bem-estar do colaborador, resulta em produtos finais com o alto valor agregado que o atual mercado consumidor exige.

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