
A ABB lançou a sua nova fonte de alimentação ininterrupta (UPS) a DPA 250 S4. Esta UPS dá corpo, num só produto, às diversas inovações tecnológicas que a ABB, pioneira na área de negócios das UPS, tem introduzido no mercado recentemente. A DPA 250 S4 estabelece as tendências em tecnologia das UPS nos próximos anos, sendo que será compensador descobrir quais as vantagens que as suas capacidades poderão oferecer aos seus utilizadores. Dave Sterlace, Diretor Global das Tecnologias de Data centers da ABB, e Diana Garcia, Gestora de Produtos UPS da ABB, falam sobre a DPA 250 S4.
Autores:
Dave Sterlace: Diretor Global das Tecnologias de Data centers, ABB
Diana Garcia: Gestora de Produtos UPS, ABB
ABB: Dave, pode contar-nos um pouco sobre os desafios dos clientes relativamente à proteção elétrica nos atuais data centers?
Dave Sterlace: A qualidade da energia fornecida e o tempo em funcionamento continuam a ser os pontos centrais do funcionamento dos data centers. No entanto, devido ao crescimento dos data centers, e a consequente utilização enorme de energia, têm-se dado mais importância à eficiência. Pode concluir-se que, com contas de eletricidade tão elevadas, qualquer pequena melhoria na eficiência vale muito em termos de euros. Esta lição aplica-se aos data centers mais pequenos. Também existe uma nova dimensão: a edge computing . O aparecimento de edge computing requer agora que, sites que antigamente teriam dado mais importância apenas ao tempo em funcionamento, tenham uma elevada eficiência. É devido a isto, portanto, que são necessárias novas soluções para conseguir obter ambos, eficiência e disponibilidade.
ABB: Quais são as considerações do cliente ao escolher uma UPS para data centers?
Dave Sterlace: No passado, decisões relatcionadas com as UPS baseavam-se em “qual é o tamanho?” “quando é que pode ser entregue?” e “quanto é que custa?” sem haver nenhuma diferença evidente entre as UPS. Atualmente, houve desenvolvimentos significativos relacionados com a topologia e os controlos, permitindo que as UPS sejam discernivelmente mais eficientes e que desempenhem um papel mais ativo na gestão das cargas.
ABB: Diana, na perspetiva do Gestor de Produto, porque é que acha que os clientes optam pelo DPA 250 em vez de qualquer outra UPS?
Diana Garcia: Numa só palavras, “eficiência”. Com uma eficiência de 97,4 porcento, a nova UPS DPA 250 S4 é a UPS mais eficiente a nível energético atualmente disponível no mercado, diminuindo as perdas de energia e o custo total de posse. Além disso, a arquitetura modular torna fácil a sua ampliação e manutenção, visto que é possível adicionar ou retirar módulos mesmo com a corrente ligada. O tempo em funcionamento também é bom, visto que cada módulo dispõe de todas as unidades funcionais necessárias para o funcionamento independente. Caso um módulo falhe, os outros ficam imediatamente disponíveis para aliviar a carga. Desta forma, os níveis de fiabilidade e disponibilidade são elevados em comparação com outras soluções modulares de UPS.
ABB: Quais são as características da DPA 250 que ajudam o cliente a se decidir?
Dave Sterlace: Como disse a Diana, a arquitetura paralela descentralizada - DPA é uma grande mais-valia. A capacidade de trocar peças consumíveis em 10 minutos permite um MTTR (tempo médio de reparação) muito inferior ao dos modelos anteriores, aumentando a fiabilidade de todo o sistema. Podemos também instalar placas de interface para controlo remoto e monitorização da UPS de forma a visualizar os dados de estado e ambiente. Esta integração perfeita nas plataformas de automatização dos darta centers oferece aos clientes um conhecimento sem precedentes sobre o funcionamento do seu data center.
ABB: Porque é que a DPA 250 S4 é uma solução adequada de proteção elétrica para os data centers atuais?
Diana Garcia: A DPA 250 S4 junta a eficiência elevada e a disponibilidade elevada num único produto. E, como diz o Dave, a arquitetura DPA permite que o cliente aumente a fiabilidade significativamente comparando com as soluções tradicionais monolíticas e modulares. Ao contrário das soluções tradicionais monolíticas e outras soluções modulares, os módulos UPS podem ser trocados on-line, permitindo que o utilizador efetue a manutenção da UPS sem que isto tenha impacto no equipamento TI. Além disso, a possibilidade de uma conceção N+1 recorrendo a componentes de 50 kW versus uma conceção 2N 500 kW com uma solução monolítica oferece ume eficiência sem igual. Também estamos entusiasmados com a tecnologia por trás da DPA 250 S4, que utiliza conversores de três níveis e controlos intercalados, proporcionando um desempenho equivalente a tecnologias mais exóticas como o carbeto de silício mas sem os custos adicionais. Naturalmente, as opções de armazenamento incluem baterias de iões de lítio que dispõem de uma densidade de energia mais elevada, melhores características de carregamento e uma vida útil mais prolongada uma opção que cada vez mais data centers estão a escolher.
ABB: E, Diana, quais são os problemas específicos dos clientes que a DPA 250 resolve?
Diana Garcia: Para além das vantagens que já foram referidas, um dos aspetos mais esquecido pelas pessoas é o arrefecimento. Num data center, cerca de 40 % da energia pode ser utilizada para o arrefecimento. A elevada eficiência da DPA 250 significa que é necessário menos arrefecimento, o que poupa imensa energia e reduz o tamanho do sistema de arrefecimento, o que poupa energia adicional.
ABB: Pode explicar o que é a característica Xtra VFI e como esta ajuda na eficiência geral?
Diana Garcia: Como deve saber, os módulos de energia das UPS funcionam de forma mais eficiente quando estão muito carregados. Cargas leves são simplesmente pouco eficientes. Digamos que tem um bastidor DPA 250 com 5 módulos. A Xtra VFI é uma característica inteligente que avalia a carga suportada pela UPS e calcula qual o número ótimo de módulos a utilizar de forma a que todos operem na melhor zona das suas curvas de eficiência. De seguida põe os outro módulos em standby, para entrarem em funcionamento imediatamente caso haja um aumento da carga. Isto poupa imensa energia e dinheiro, especialmente em locais com elevados consumos de energia, como data centers.
ABB: Qual a facilidade com que se dimensiona, instala e põe em operação uma DPA 250?
Diana Garcia: Esforçamo-nos imenso para que esta UPS fosse fácil de instalar. Vimos isso como um ponto positivo para venda. Por exemplo, a DPA 250 é pequena e não é difícil para o cliente atribuir um espaço nas suas, normalmente muito ocupadas, instalações para a instalar. A arquitetura modular significa que o seu dimensionamento é flexível visto que só é necessário adicionar mais um módulo ou dois caso as necessidades de energia aumentem ou sejam superiores ao antecipado. O acesso online aos parâmetros de estado e ambiente, e um Interface Homem-Máquina (HMI) simples também descomplicam o comissionamento da mesma forma que as entradas de cabos inferior e superior, o que significa que o espaço ocupado não aumenta devido à necessidade de um bastidor adicional para as entradas de cabos ou ter que deixar espaço para introduzir cabos.
ABB: Dave, se puder partilhar a sua visão para o futuro, quais os desafios que ainda se apresentam aos clientes, mesmo com a DPA 250, e como é que estes problemas podem ser resolvidos?
Dave Sterlace: No futuro, penso que a UPS se tornará numa componente ainda mais crítica dos data centers. Perspetivo que os data centers se tornem partes ativas da grid, onde uma UPS inteligente se pode tornar numa verdadeira central elétrica, incluindo resposta em frequência, equilíbrio de carga e resposta por procura, permitindo que os operadores de data centers tenham maior flexibilidade na gestão do seu negócio. Ao serem integrados nos sistemas de automação de data centers ABB AbilityTM, os data centers do futuro irão funcionar como uma parte ativa e integral do tecido de energia e TI de uma cidade inteligente.
ABB: Dave e Diana, obrigado pelo tempo que dispuseram!